Brasil tem lei contra pirataria mas não aplica

Falta de engajamento do poder público no combate à pirataria, não valorização dos direitos autorais e subdesenvolvimento do sistema judiciário e legal do país. De acordo com André de Almeida, consultor da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), estas são as três principais causas do aumento da pirataria em todo o mundo.
O consultor comentou o assunto nesta quarta-feira (02/04), durante apresentação da pesquisa divulgada pela Abes em conjunto com a Business Software Alliance (BSA) e a International Data Corporation (IDC), que mostra os impactos exercidos pela pirataria de software na economia de 57 países e sugere redução de dez pontos porcentuais nos índices da cada país.

Na visão de Almeida, para que países como o Brasil consigam combater a pirataria, é necessário a aplicação de algumas ações como o incentivo constante do Estado na legalização do setor público, patrocínio de campanhas de conscientização, cumprimento das leis, combate ao crime organizado e controle da produção, transporte e venda dos meios de pirataria (discos ópticos).

“O Brasil é um caso singular, pois nosso sistema legal é perfeito, já possui a penalidade na lei, mas a aplicação da pena não acontece”, conta Almeida, acrescentando que das 198 ações iniciadas pela Abes em 2002 contra empresas usuárias de software pirata, apenas três foram concluídas. O consultor explica que a pena vigente no País atualmente é de dois anos para usuários, quatro anos para o vendedor do software, além da multa de 3 mil vezes o valor do produto.

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