" O ser humano inventou a linguagem para satisfazer a sua profunda necessidade de se queixar." - (Lily Tomlin)

                                                    

 


VENDEDOR DE BALÕES


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa quermesse. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, 
pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens 
compradores de balões.

Havia ali perto um menino negro. Estava observando o vendedor e, é claro apreciando os balões.

Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até sumirem de vista.

O menino, de olhar atento, seguia a cada um. 
Ficava imaginando mil coisas...

Uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto.Então aproximou-se do vendedor e lhe perguntou:

-- Moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?

O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

-- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

(Extraído do livro O ENIGMA DO ILUMINADO, de Anthony de Mello.

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